a

a

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Gosto

Gosto de as ver, a A e a S.
Gosto de as ver correr, em direção ao mar.
A luz do Sol, incide a esta hora mesmo sobre elas, tornando-as em silhuetas saltitantes. Chegadas ao mar, brincam, e eu vejo-as. Porque gosto.

Astronauta.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Partilha

Gosto do conceito de partilha, a A, também.
O problema é que ela partilha demais. Partilha tudo o que faz.
- óhh pai anda cá ver isto, x50
- óhh pai anda cá ver aquilo, x50
  Como se não bastasse nao ter dez minutos seguidos, sem ouvir a palavra pai, ainda partilha intensamente o meu espaço, tanto, que é capaz de me pisar umas cinco vezes por dia, enquanto se senta outras cinco vezes em cima de mim, com cinco metros de espaço livre para cada lado.
A moça partilha tanto, mas tanto...que até doi.

No entanto adoro-a, mesmo partilhando demais.

Astronauta.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Dores de Crescimento

Hoje, eu e o Astronauta sofremos de dores de crescimento, enquanto Pais.
Hoje, a S. diz adeus ao Colégio que a acolheu por 3 anos, onde a deixámos sossegados para ir trabalhar sabendo que tinha sempre um colo para ela.
Hoje dói-nos um bocadinho a decisão que tinha chegado a hora de ingressar o JI da escola pública que a irmã frequenta. E dói saber que a nossa filha dá mais um passinho para fora do ninho, debaixo do nosso abrigo e de onde esteve acolhida nos últimos 3 anos.

Mas temos que a ensinar a voar, a viver novas coisas, a sair (mos) para fora das zonas de conforto.

Hoje sofremos de dores de crescimento, a barriga e o coração estão apertados e as lágrimas dançam nos olhos quando abraçamos e agradecemos todos os colinhos que a Educadora e a Auxiliar lhe deram.

Em Setembro vai doer-nos a ansiedade de a levar à nova Sala, à nova Educadora e desejar que ela seja também feliz e acolhida.

Mas no fim vai correr tudo bem!
Já vos falei das Dores de Crescimento dos Pais?

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Julho de 2015 - Part I

Em Julho continuámos a aproveitar algumas manhãs de praia, ao fim de semana, e tivemos dois passeios (curiosamente na mesma zona) que gostámos muito.

 *Caiaques a postos

*Castelo de Almourol

Num Domingo de Julho, juntámo-nos a um grupo e fomos fazer uma descida de Rio entre Constância e Vila Nova da Barquinha. Confesso que ia receosa porque iriamos levar as miúdas e tinha receio delas se aborrecerem tanto tempo no caiaque...e nós no meio de um rio...isso, e o ter que remar.

Felizmente as minhas preocupações foram infundadas e foi muito divertido. Os nossos bracinhos lá aguentaram a remada e fomos fazendo algumas paragens para mergulhar, comer, descansar e visitar o lindo castelo de Almourol.
Um program recomendado sem duvida.

A. de Férias

Com a avó  em Trás os Montes. Falamos por Skype e quando nos ouve mal:
- O Quêaaaa?
.....

sábado, 8 de agosto de 2015

Eu e os Livros


Já aqui mencionei a minha relação bastante emocional com os livros. Nasci e cresci no Alentejo e desde cedo tive uma grande vontade para ler e escrever, ler permitia-me ter acesso a outros mundos, a sonhar e viajar.
Em criança ,o orçamento familiar não chegava para comprar livros e eu esperava ansiosamente pelo dia em que a Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian chegava. Se a memória não me falha era às quintas de 15 em 15 dias. Levantava o máximo, de livros, permitido (7 se bem me lembro) e adorava ficar na cama, durante o fim de semana, a ler, tanto de manhã depois do pequeno almoço, como ao adormecer.
Os 7 livros ficavam acabados no Domingo e daí era contar os dias até ao regresso da Biblioteca.

As férias de Verão eram passados na casa de Tias e lá namorava, eu, a estante dos livros. Lia tudo o que apanhava, mas o que guardo nas memórias mais doces, foram os livros de Júlio Dinis. Na adolescência da minha mãe este livros eram lidos ao serão para toda a família. Quando eu passei os meus Verões com eles, forrei-os, estimei-os e li-os com todo o gosto.

Apesar de ter lido maioritariamente livros emprestados tive alguns oferecidos. Verdadeiros tesouros para mim, que foram lidos e relidos tantas vezes. Sou capaz de recordar a história de cada um.
Aos poucos estes livros vão chegando cá a casa, e a felicidade que me dá ao ver a A. a lê-los.

Sou uma pessoa virada às tecnologias mas aqui não cedo, nada substitui esta passagem de testemunho e as memórias que um livro impresso nos dá. Adoro ver estantes cheias de livros e hoje é para mim um prazer (e um luxo vá) poder comprá-los.